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EM TUDO, DAI GRAÇAS

A vida do cristão deve refletir sempre e em qualquer circunstância, o quanto ele é agradecido por todas as bênçãos de Deus em sua vida. Expressar-se em agradecimento a Deus é uma atitude tipicamente cristã, ao menos deveria ser. A bíblia afirma que o homem não regenerado, embora possua o conhecimento de Deus, não Lhe rende graças(Rm 1.21). Mas não deve ser assim com o crente! Ele tem muitos e inumeráveis motivos para expressar gratidão a Deus. Em nosso texto-tema, lemos uma recomendação paulina feita aos Tessalonicenses,em que consistia,que eles dessem graças a Deus em tudo.Os motivos pelos os quais os Tessalonicenses devessem  expressar gratidão a Deus, foram colocados já na introdução da epístola. Vejamos:
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A ORAÇÃO DE PAULO PELOS COLOSSENSES

TEXTO: COLOSSENSES 1.9-12

A oração de Paulo aos colossenses deveria servir de modelo a todos os líderes cristãos. Paulo está orando, pedindo a Deus conhecimento espiritual para os crentes colossenses. Paulo ora incessantemente! Ele não desanima, está convencido que a vida cristã só será bem sucedida à medida que for imersa no conhecimento da vontade de Deus. O crente não pode agradar a Deus sem o conhecimento de sua vontade, assim pensava Paulo. A experiência produzida por esse conhecimento é transformadora e capacitadora.
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A HERESIA DE COLOSSOS

(William Barclay)

Ninguém pode dizer com segurança em que consistia a heresia que ameaçava a vida da Igreja colossense. "A heresia colossense" é um dos grandes problemas na investigação do Novo Testamento. Tudo o que podemos fazer é ir à própria Carta para buscar ali os elementos de juízo. Faremos uma lista das características para detectar aqui alguma tendência herética geral que corresponda ao quadro.

(1) Certamente havia uma heresia que atacava a suficiência plena e supremacia única de Cristo. Nenhuma carta paulina tem uma visão mais sublime de Cristo nem maior insistência em sua perfeição e sua finalidade. Jesus Cristo é a imagem do Deus invisível; nele habita toda a plenitude (1:15,19). Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento (2:2). Nele habita a plenitude da divindade em forma corporal (2:9). Jamais se fizeram nem podem fazer-se maiores afirmações sobre Cristo.

(2) Devemos advertir deste modo que Paulo incorre numa digressão para sublinhar a parte que Jesus Cristo desempenhou na criação, a obra criadora do Filho. Por Ele foram criadas todas as coisas (1:16); nEle tudo subsiste (1:17). O Filho foi o instrumento do Pai na criação do universo.

(3) Mas também Paulo abandona as linhas de seu pensamento para sublinhar a humanidade real de Jesus Cristo: sua humanidade de carne e sangue. Em seu próprio corpo carnal levou a efeito a obra redentora (1:22). A plenitude da divindade habita nEle (somatikos) em forma corporal (2:9). Com toda sua divindade, Jesus Cristo é real e verdadeiramente carne e sangue humanas.

(4) Dá a impressão de que nesta heresia havia algum elemento astrológico. Em 2:8 diz-se que os colossenses iam após os rudimentos deste mundo; em 2:20, que devem morrer aos rudimentos deste mundo. A palavra para rudimentos é stoiqueia, termo que tem dois significados.

(a) Seu sentido básico é de fileira. Pode aplicar-se, por exemplo, a uma fila de soldados. Mas um de seus significados mais comuns é o de A B C: letras do alfabeto colocadas como se estivessem em fila. A partir daqui o significado passa aos elementos de qualquer matéria: os rudimentos, os primeiros elementos, o próprio A B C. Se for assim, Paulo pensa que os colossenses estão dando marcha à ré num tipo de cristianismo elementar enquanto que, pelo contrário, deveriam avançar rumo à maturidade.

(b) Mas pensamos que o segundo significado é mais provável. Stoiqueia pode significar os espíritos elementares do mundo, especialmente os espíritos dos astros e planetas. O mundo antigo estava dominado pelo pensamento da influência dos astros. Nem os homens mais velhos e sábios agiam sem consultar os astros. O mundo antigo
pensava que as coisas e os homens estavam submetidos a um poder fatal, férreo pela influência dos astros; a astrologia pretendia brindar aos homens as palavras-chaves ou o conhecimento secreto que os livraria de sua escravidão aos espíritos elementares do mundo. É mais provável que os falsos professores colossenses tivessem ensinado a necessidade de algo mais que Jesus Cristo para livrar os homens da sujeição aos espíritos elementares do mundo e aos astros.

(5) Esta heresia dava muita importância ao poder dos espíritos demoníacos. Há freqüentes referências aos principados e potestades, nomes que Paulo aplica a esses espíritos (1:16; 2:10; 2:15). O mundo antigo cria implicitamente nestes poderes demoníacos. O ar estava infestado deles. Cada força natural — o vento, o trovão, o raio, a chuva — tinha seus diretores demoníacos. Cada lugar, cada árvore, cada rio, cada lago, tinham seu espírito. A atmosfera estava infestada dos que em certo sentido eram considerados intermediários de Deus mas que constituíam um impedimento porque a imensa maioria eram hostis ao homem. O mundo antigo vivia num universo obcecado pela idéia dos demônios. Evidentemente os falsos mestres colossenses diziam que se requeria algo mais que Cristo para derrotar o poder demoníaco; que Jesus Cristo não era suficiente para tratar com eles por si mesmo, mas sim requeria a ajuda de algum outro conhecimento e poder.

(6) Nesta heresia existia com certeza o que poderíamos chamar um elemento filosófico. Os hereges arruinavam os homens com filosofia e vãs sutilezas (2:8). Certamente afirmavam que a simplicidade do evangelho necessitava o agregado de um conhecimento muito mais elaborado e recôndito.

(7) Nesta heresia existia uma tendência a insistir na observância de dias e rituais especiais: festividades, luas novas e dias de repouso (2:16). O ritualismo e a observância particular de tempos e estações era um traço distintivo da falsa doutrina.

(8) Esta heresia continha certamente um elemento supostamente ascético. Estabelecia leis sobre comidas e bebidas (2:16). Seus lemas eram: “Não toques, não proves, não manuseies” (2:21). Limitava a liberdade cristã por meio de toda sorte de insistências em ordenanças, leis e prescrições legalistas.

(9) A heresia possuía igualmente, ao menos às vezes, um rasgo antinômico: fazia com que os homens descuidassem a pureza e castidade próprias do cristão para pensar com ligeireza sobre o físico e os pecados corporais (3:5-8).

(10) Aparentemente a heresia dava pelo menos certo lugar ao culto dos anjos (2:18). Ao lado dos demônios introduzia intermediários angélicos entre o homem e Deus.

(11) E, finalmente, parece que a heresia continha algo que poderia chamar-se esnobismo espiritual e intelectual: em 1:28 Paulo expressa sua aspiração de admoestar a todo homem, de ensinar a todo homem em toda sabedoria, de apresentar a todo homem perfeito em Jesus Cristo. Vemos com que ênfase a frase todo homem se repete reiteradamente, expressando a aspiração de tornar o homem perfeito em toda sabedoria. 
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HERMENÊUTICA CONTEMPORÂNEA

MÉTODOS INTERPRETATIVOS

Walter C. Kaiser considera a década de 60 como uma época de reestruturação e reconsideração das teorias interpretativas da bíblia. Ele se refere a essa período como causador de uma grande revolução e que os efeitos dessa revolução podem ser ilustrados em quatro modelos para uso da bíblia. Os quais são:


MÉTODO TEXTO-PROVA
A abordagem texto-prova para a compreensão do significado da bíblia enfatiza o lado prático e pastoral da vida. Tipicamente um significado bíblico é necessário para algum propósito referente à vida real, e o intérprete então procura alguns textos escriturísticos que apoiem o tema atual ou posição pastoral desejada.
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PRINCÍPIOS HERMENÊUTICOS DE CALVINO

Por Weldon E. Viertel

Fulherton Observa que Calvino pode ser chamado o primeiro intérprete científico da história da igreja cristã. Calvino cria que as Escritura cumpre três funções:
(1) Torna claro nosso critério de Deus; (2) revela elementos na relação com Deus que não pode ser conhecido por meio da natureza; e (3) fala de Deus como redentor.

A Escritura é autoridade absoluta para nosso conhecimento de Deus. Ele cria que a inspiração é uma doutrina explicativa de uma experiência que já temos. É incerto se ele sustentava um critério de inspiração mecânica ou não. Rechaçou o método alegórico e enfatizou a interpretação literal das Escrituras.

Calvino insistiu que era necessária a iluminação do Espírito para a interpretação da Palavra de Deus.  A verdadeira exegese é confirmada pelo testemunho interno do Espírito. Ele acreditava que a voz do Espírito vivo de Deus fala ao intérprete nas Escrituras.      

Calvino insistiu que o primeiro interesse do intérprete é deixar que o autor dissesse o que tem que dizer em lugar de atribuir-lhe o que pensamos que deveria dizer. A tarefa do intérprete é mostrar a mente do escritor. Considerava um sacrilégio o uso das Escrituras para o prazer pessoal. Ele se recusou a ler seus conceitos teológicos em sua interpretação das Escrituras.

Calvino recomendava que o exegeta atuasse com cautela no que se refere à interpretação da profecia messiânica. Encorajou os intérpretes a investigar a localização histórica de todas as Escrituras proféticas e messiânicas. Quis evitar o descobrimento de Cristo no Antigo Testamento através da interpretação alegórica em passagens onde Cristo não podia ser encontrado; entretanto, cria que Deus não se manifestou se não por meio de seu Filho, mesmo no Antigo Testamento.

Os princípios de interpretação de Calvino incluíam o significado literal (Método histórico-gramatical); o princípio Cristocêntrico, por meio do qual tanto o Antigo Testamento como o Novo Testamento apontava para Cristo; o rechaço do método alegórico; e o testemunho interior do Espírito. Produziu um comentário sobre toda a bíblia que ainda hoje é extremamente valioso.
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CARACTERÍSTICAS DA HERMENÊUTICA DE PAULO

Por Weldon E. Viertel


Paulo foi um teólogo que utilizou seu conhecimento rabínico para encontrar o apoio do Antigo Testamento para seu entendimento de Cristo. Depois de sua conversão sua ênfase foi o engano cego do homem e sua esperança redentora na morte e ressurreição de Cristo. Paulo estabeleceu em suas epístolas, especialmente em Romanos, uma expressão sistemática da doutrina de Cristo.
Ele utilizou a tipologia para aplicar as Escrituras do Antigo Testamento a Cristo (1Ts 1.7; 2Ts 3.9). Usualmente “Tipo” significa “exemplo”. As experiências dos Israelitas no deserto foram um exemplo para os cristãos (1 Co 10.6,7). Adão foi chamado “figura do que havia de vir” (Rm 5.14). Em Gálatas 3.16b aparecem traços do literalismo rabínico: “Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo”.
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REFORMA PROTESTANTE

Lewis W. Spitz

A reforma protestante do século XVI foi um movimento dentro da cristandade ocidental para purgar a igreja de abusos medievais e restabelecer as doutrinas e práticas que segundo criam os reformadores, concordavam com a bíblia e com o modelo de igreja do Novo Testamento. Isto conduziu a um rompimento entre a igreja católica Romana e os reformadores, cujas crenças e práticas passaram a ser chamadas de protestantes.

CAUSAS

Os fatores causadores da reforma foram complexos e interdependentes entre si. Como movimentos precursores da reforma podem incluir os lolardos, fundado por John Wycliffe e os husitas com João Huss durante os séculos XIV e XV. Entretanto estes grupos de reformadores estavam localizados na Inglaterra e Bohemia e foram em grande parte suprimidos. Dois fatores tiveram papéis importantes no evento da reforma protestante, os quais foram às mudanças no clima intelectual e político.

CLIMA INTELECTUAL

O renascimento cultural melhorou o nível da educação e enfatizou os antigos clássicos, contribuiu para o pensamento e a erudição e ofereceu o humanismo e a retórica como alternativas ao escolasticismo. Especialmente através de suas ênfases nos idiomas bíblicos e cuidadosa atenção aos textos literários, o renascimento possibilitou a exegese bíblica que conduziu a reinterpretação doutrinal de Martinho Lutero.
Os humanistas como Erasmo criticaram os abusos eclesiásticos e promoveram o estudo da bíblia e o dos pais da igreja. A invenção da imprensa por Gutenberg proporcionou um instrumento de grande alcance para a expansão da erudição e ideias da reforma.

CLIMA POLÍTICO

Que sérias corrupções se estendia pela igreja era já evidente, razão pela qual o papa Inocêncio III convoca o concílio de Latrão através da Bula Vineam Domini Sabaoth de 10 de abril de 1213 a fim de reforma-la. O papado mesmo se enfraqueceu por seu translado de Roma a Avignon (1309-77), e pelo grande cisma que durou quatro décadas posteriores a ele, e em razão da doutrina de que a autoridade suprema da igreja residia nos concílios gerais (conciliarismo). Os papas do renascimento eram notoriamente mundanos; aumentaram os abusos tais como simonia, nepotismo e excessos financeiros, o comércio e a imoralidade minaram a igreja. A venda de indulgência era uma prática particularmente desafortunada porque afetava o arrependimento e a correção da vida. Ao mesmo tempo se manifestou um genuíno ressurgimento da religiosidade popular, incrementando a disparidade entre as expectativas do povo e a capacidade da igreja satisfazer suas necessidades espirituais. Alguns se voltaram ao misticismo. Porém a grande massa estava agitada e descontente.

Na idade média ocorreu uma mudança política significativa. O santo império romano perdeu coesão como resultado de lutas contra o papado e se viu debilitado pelo surgimento de principados territoriais virtualmente independentes e cidades imperiais livres. Externamente o império foi se debilitando pela evolução gradual das nações-Estados da Europa ocidental moderna; as monarquias na França, Inglaterra e mais adiante, Espanha, estavam desenvolvendo forças e unidade dinásticas que em grande medida lhes permitiram controlar a igreja ao interior de suas fronteiras.
Economicamente, o auge do comércio e a mudança a uma economia monetarizada criaram uma classe média mais forte em uma sociedade mais urbana. Durante esse período a igreja encontrou dificuldades financeiras, possuía riqueza em terras e tinha problemas para desempenhar suas extensas obrigações administrativas, diplomáticas e judiciais.

LUTERO

A reforma começou na Alemanha em 31 de outubro de 1517, quando Martinho Lutero, um professor agostiniano da universidade de Wittenberg fixo 95 teses a fim de iniciar uma discussão sobre a legitimidade da venda de indulgências. O papado considerou isso um ato de rebeldia e começou a tomar medidas contra Lutero como herege. Durante os primeiros anos os humanistas alemães apoiaram a causa de Lutero; os famosos três tratados de 1520 do reformador, Carta aberta a nobreza cristã da nação alemã sobre a reforma do estado cristão; cativeiro babilônico da igreja e acerca da liberdade do cristão, também lhe deram apoio popular de grande alcance.

Lutero foi excomungado em 1521 na dieta de Worms em abril deste ano, quando compareceu diante do santo imperador romano Carlos V e príncipes alemães, recuso retratar-se a menos que se provasse mediante a bíblia ou razão que estava equivocado. Ele sustentava que a salvação era um dom gratuito dado as pessoas através do perdão dos pecados somente pela graça de Deus, recebida por aquelas por meio da fé em Cristo. Lutero foi protegido por Frederico III da Saxônia e outros príncipes alemães apoiaram os reformadores em parte por convicção intelectual e religiosa; em parte pelo desejo de apoderar-se da propriedade eclesiástica e em parte para afirmar sua independência do controle imperial. Em 1530 muitos príncipes e cidades firmaram a confissão de Augsburgo apresentada a dieta de Augsburgo como expressão da fé evangélica. Ficou estabelecido que cada príncipe alemão determinaria a filiação religiosa de seu território.
O luteranismo se converteu também em religião oficial na Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia. Fora do rol dos príncipes, a reforma se estendeu rapidamente como movimento popular penetrando na Polônia, Bohemia, Morávia e Hungria.

ZWINGLIO

Na suíça a reforma se desenvolveu inicialmente em Zurique debaixo da direção do sacerdote Ulrich Zwinglio que havia sido influenciado por Erasmo e pelo humanismo cristão. Ele chegou a uma concepção evangélica do cristianismo por seu estudo da bíblia e contatos com os luteranos. Em 1° de janeiro de 1519 começa uma série de seis anos de sermões sobre o Novo Testamento que levou ao conselho da cidade e ao povo de Zurique para a reforma. A resposta favorável aos 67 artigos que ele preparou em 1523 para discussão pública com um representante papal provou o valor de seu programa. Sua influência se estendeu a outros cantos da Suíça, tais como Basiléia e Berna.

CALVINO

O movimento evangélico se expandiu para a França, ali ganhou muitos conversos, entre eles João Calvino. Em 1536 Calvino foi a Genebra, onde se desenvolvia uma reforma conduzida por Guillaume Farel. Calvino foi persuadido a permanecer em Genebra e ajudar a organizar a segunda maior onda do protestantismo. Em suas ordenanças de 1541, deu uma nova estrutura a igreja que consistia em pastores, doutores, anciãos e diáconos. As Institutas da religião cristã (1536) tiveram grande influência na França, Escócia e entre os puritanos na Inglaterra. Genebra se converteu no centro de uma grande empresa missionária que entrou na França, aonde os huguenotes chegaram a ser tão poderosos que em 1559 se reuniu em Paris um sínodo para organizar uma igreja nacional de umas 2.000 congregações reformadas. Como resultado das guerras religiosas francesas, o partido huguenote foi controlado e a monarquia francesa se manteve católica.

INGLATERRA

Embora na Inglaterra houvesse um movimento de reforma religiosa influenciado pelas ideias de Lutero, a reforma inglesa foi resultado direto dos esforços do rei Henrique VIII por divorciar-se de sua primeira mulher, Catarina de Aragão. A ruptura formal com o papado foi organizada por Thomas Cromwel, principal ministro do rei; debaixo de sua direção o parlamento aprovou a lei de restrições de apelações (a Roma-1533), seguida pela lei de supremacia (1534) que definia plenamente a liderança real sobre a igreja.
Como arcebispo, Thomas Cranmer anulou o matrimônio de Henrique e Catarina, permitindo que o rei casasse com Ana Bolena. Embora o próprio Henrique não quisesse fazer mudanças doutrinárias, Cromwel e Cranmer autorizaram a tradução da bíblia ao inglês, e Cranmer foi o grande responsável pelo livro de oração comum, adotado no governo de Eduardo VI sucessor de Henrique. Os avanços do protestantismo na gestão de Eduardo (1547-53) foram perdidas sob sua irmã católica Maria I(1553-58), porém a consolidação religiosa(1559) sob Isabel I assegurou o ambiente anglicano.

OS RADICAIS


Os radicais foram uma grande variedade de grupos sectários conhecidos como anabatistas, assim chamados devido a sua oposição comum ao batismo infantil. O primeiro líder anabatista Thomas Munzer desempenhou um papel principal na guerra do campesinato (1524-26), suprimida com a ajuda de Lutero.
Com Munster os anabatistas radicais estabeleceram (1533) uma teocracia de curta duração em que a propriedade era comunitária, o qual também foi drasticamente suprimido. Os radicais também englobavam evangélicos e espiritualistas que desenvolveram filosofias religiosas sumamente individualistas.

RESULTADOS

A divisão da cristandade ocidental em áreas protestantes e católicas foi um resultado óbvio da reforma, outro resultado foi a instauração de igrejas nacionais, que reforçaram o crescimento de estados nacionais modernos, assim como antes a crescente consciência nacional havia facilitado o desenvolvimento da reforma.
Finalmente, a reforma introduziu mudanças radicais no pensamento,  na organização e políticas eclesiásticas, e assim começaram muitas das tendências que caracterizam o mundo moderno.

Tradução livre- Adriano Carvalho.
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A PARÁBOLA DO SEMEADOR

PARÁBOLAS. Do¹ grego PARABOLE QUE DENOTA LITERALMENTE “COLOCAÇÃO PARA O LADO DE” (COGNATO DE PARABALLÕ, LANÇA” OU “JAZER AO LADO DE, COMPARAR”). Significa “colocação de uma coisa ao lado de outra” com vista à comparação(uns consideram que o pensamento de comparação não está necessariamente contido na palavra). Uma parábola é, portanto, uma comparação de dois objetos com fins didáticos, geralmente como um relato.

William Barclay comenta assim o papel e a importância das parábolas nos discursos de Jesus:

Tem-se dito que todo grande ensino começa pelo aqui e agora para chegar ao além e então. Se alguém quer ensinar as pessoas algo que esta não entende, deve começar pelo que entende. A parábola começa com o material que está perto e que todos entendem porque pertence à sua própria experiência, e a partir dali os conduz a coisas que não entendem e lhes abre os olhos a coisas que não tinham visto antes. A parábola abre a mente e os olhos do homem a partir do lugar onde se encontra este homem, conduzindo-o ao ponto onde deveria estar.

A PARÁBOLA DO SEMEADOR

Os discípulos² de Jesus não conseguiam entender como a proclamação do reino de Deus diante da qual eles haviam respondido com muito entusiasmo, não recebia a mesma acolhida por aqueles que a ouviam. Para explicar a razão desta não acolhida por parte de alguns ouvintes, Jesus contou-lhes a parábola do semeador.
 A parábola contêm quatro cenas, as quais indicam que a resposta não somente depende da mensagem (A mensagem é a mesma em cada caso), mas depende do grau de boa disposição dos ouvintes para recebê-la. As três áreas improdutivas (O caminho, Os pedregais, Os espinhos) são interpretados nos versos 19-22 como representando diferentes tipos de ouvintes: aqueles que simplesmente não querem ouvir, aqueles cuja resposta é simplesmente superficial e aqueles que estão preocupados com outros interesses.

As três são situações familiares a todo pregador do evangelho. De modo que os discípulos não deveriam ficar surpreendidos pelas repostas divididas ante a pregação de Jesus.
 A culpa está nos que ouvem e não na mensagem. Quando a semente cai em boa terra, dará fruto. Desta maneira Jesus assegura a seus discípulos que, apesar das hostilidades e repostas inadequadas, haverá uma colheita.

Outro detalhe é que mesmo em BOA TERRA, existe uma variação de grau de produtividade, 30, 60 e 100. Em outras palavras, os discípulos não pertencem a um só tipo ou tamanho, no reino de Deus há lugar para o ordinário como também para o espetacular.

¹-Dicionário Vine.

²- Nuevo comentario biblico do siglo XXI N.T- Tradução livre.




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O CATIVEIRO PELAGIANO DA IGREJA EVANGÉLICA

Em um texto intitulado: O cativeiro pelagiano da igreja. R.C. Sproul chama a atenção ao fato da igreja evangélica está revisitando a controvertida e herética doutrina ensinada por Pelágio, a qual foi combatida por Agostinho e concílios da igreja, hoje, entretanto, tem sido aceita em tom passivo por muitas comunidades cristãs.

Quem foi Pelágio.

Pelágio foi um monge britânico do quinto século. Ele afirmava que o pecado de Adão e Eva não passou a sua posteridade. O pecado de Adão afetou a ele somente, portanto,não existe o pecado original.
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O LIVRE-ARBÍTRIO NÃO EXISTE


Você se interessou pelo tema desta reportagem e, por isso, resolveu dar uma lida. Certo? Errado! Muito antes de você tomar essa decisão, a sua mente já havia resolvido tudo sozinha – e sem lhe avisar. Uma experiência feita no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, colocou em xeque o que costumamos chamar de livre-arbítrio: a capacidade que o homem tem de tomar decisões por conta própria. As escolhas que fazemos na vida são mesmo nossas. Mas não são conscientes. Voluntários foram colocados em frente a uma tela na qual era exibida uma sequência aleatória de letras. Eles deveriam escolher uma letra e apertar um botão quando ela aparecesse. Simples, não? Acontece que, monitorando o cérebro dos voluntários via ressonância magnética, os cientistas chegaram a uma descoberta impressionante. Dez segundos antes de os voluntários resolverem apertar o botão, sinais elétricos correspondentes a essa decisão apareciam nos córtices frontopolar e medial, as regiões do cérebro que controlam a tomada de decisões. “Nos casos em que as pessoas podem tomar decisões em seu próprio ritmo e tempo, o cérebro parece decidir antes da consciência”, afirma o cientista John Dylan-Haynes. Isso porque a consciência é apenas uma “parte” do cérebro – e, como a experiência provou, outros processos cerebrais que tomam decisões antes dela. Agora os cientistas querem aumentar a complexidade do teste, para saber se, em situações mais complexas, o cérebro também manda nas pessoas. “Não se sabe em que grau isso se mantém para todos os tipos de escolha e de ação”, diz Haynes. “Ainda temos muito mais pesquisas para fazer.” Se o cérebro deles deixar, é claro.

A pessoa decide

O voluntário precisa tomar uma decisão bem simples: escolher uma letra. Enquanto ele faz isso, seu cérebro é monitorado pelos cientistas
1. Observa a tela...
voluntário olha para uma seqüência de letras, que vai passando em ordem aleatória numa tela e muda a cada meio segundo.
2. Escolhe uma letra...
Na mesa, existem dois botões: um do lado esquerdo e outro do lado direito. O voluntário deve escolher uma letra – e, quando ela passar na tela, apertar um desses dois botões.
3. E aperta o botão.
Pronto. A experiência terminou. O voluntário diz aos pesquisadores qual foi a letra que escolheu e em que momento tomou a decisão.

Mas o cérebro já resolveu

Bem antes de a pessoa apertar o botão, ele toma as decisões sozinho
10 segundos antes
Os córtices medial e frontopolar, que controlam a tomada de decisões, já estão acesos – isso indica que o cérebroestá escolhendo a letra.
5 segundos antes
Os córtices motores, que controlam os movimentos do corpo, estão ativos. Olhando a atividade deles, é possível prever se a pessoa vai apertar o botão direito ou o esquerdo.

E já é possível prever pensamentos

Além de provar que o livre-arbítrio não existe, a neurociência acaba de fazer outro enorme avanço: pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, construíram um computador capaz de ler pensamentos. Ou quase isso. Cada voluntário recebeu uma lista de palavras sobre as quais deveria pensar. Enquanto ele fazia isso, um computador analisava sua atividade cerebral (por meio de um aparelho de ressonância magnética). O software aprendeu a associar os termos aos padrões de atividade cerebral – e, depois de algum tempo, conseguia adivinhar em quais palavras as pessoas estavam pensando. O sistema ainda tem uma grande limitação – ele só consegue ler a mente de uma pessoa se ela estiver totalmente concentrada. O que nem sempre é fácil. “Às vezes, no meio da experiência, o estômago de um voluntário roncava, ele pensava ‘estou com fome’”, e isso embaralhava o computador, conta o cientista americano Tom Mitchell, responsável pelo estudo.

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A BÍBLIA ESTÁ SEMPRE COM A RAZÃO

Recentemente ouvi certo teólogo dizer que aquilo que a bíblia diz a respeito de ciência, astronomia, biologia etc... Não pode ser aceito como verdade! Ele sustentava sua argumentação ancorado nas descobertas científicas, que segundo ele, empobrecia e enfraquecia o registro bíblico sobre assuntos referentes à ciência. E ele prosseguiu: A intenção do escritor canônico não era dar uma descrição precisa sobre ciência. Sua preocupação era falar sobre teologia, e isso de forma seletiva. O que de fato é uma verdade. Mas isso não quer dizer, que quando a bíblia fala de outros assuntos o faz imprecisamente!

Se a bíblia não está correta naquilo que ela fala sobre ciência, história etc... Que garantia eu tenho que ela está correta quando fala de doutrina, verdades espirituais?
Novamente, se não há garantia de verdade nos registros bíblicos referentes à ciência, como pode haver, quando a bíblia fala sobre verdades espirituais? Como Deus poderia ter inspirado o escritor a respeito de um assunto e o deixado no escuro a respeito de outro? Como isso poderia ser possível! Se o registro bíblico, que é a palavra de Deus, não está correto quando fala de ciência, quem nesse mundo pode estar? Eu hein! Que tipo de cristianismo de meia verdade estão ensinando por aí? Que confissão de fé “meia-sola” é essa? Será que Darwin, criatura, sabe mais de Biologia do que Aquele que o criou? A verdade está com quem cria! Ninguém melhor do que Deus, para falar com precisão sobre o que Ele criou.
Se você pensa como esse teólogo, reveja seus conceitos! Repense a sua fé.
“TODA ESCRITURA É DIVINAMENTE INSPIRADA”. A inspiração aqui se refere ao texto e não aos escritores. Percebe a diferença!

Para terminar. A bíblia sempre tem razão naquilo em que afirma. Deus inspirou os autores em todos os assuntos que eles escreveram, com exceção daqueles assuntos em que os próprios autores deixaram claro que manifestavam suas opiniões e não a de Deus, como fez o apóstolo Paulo em 1Coríntios 7.25.

Em resumo, o que devemos afirmar é que a autoridade bíblica sobre qualquer assunto em que ele apresenta, continua inquestionável e insofismável. E se alguém pedir a razão desta afirmação confiante é só dizer: A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS. E é quem cria que tem a razão quando faz afirmações sobre a natureza e essência daquilo que ele criou!

Ah! Lembrei-me de uma última recomendação: o que não é bíblico, não é teológico. Reflita seriamente sobre isso.

SOLA SCRIPTURA!.
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MATURIDADE CRISTÃ


Referência textual: 1Ts.5.11
EDIFICAI-VOS RECIPROCAMENTE”

A Figura de linguagem preferida por Paulo para descrever a maturidade cristã é tirada da paisagem urbana, mais especificamente da construção civil, da construção de uma casa, prédio e similares. O verbo grego que ele usa para a descrição é “ OIKODOMEÕ”, que literalmente siginifica “CONSTRUIR UMA CASA”. E que no texto em questão sugere um evento coletivo. “RECIPROCAMENTE”. Segundo Paulo a edificação dos crentes envolve necessariamente, muitas pessoas com resoluta disposição em cooperar, para que haja crescimento mútuo.
O termo(edificai-vos) conforme salientou Werner de Boor não se aplica a um indivíduo. Segundo ele, ninguém edifica a si mesmo. A edificação do crente reclama coletividade, vivência eclesial, comunhão uns com os outros.Pois é na relação entre irmãos que se desenrola a edificação cristã, e isso demanda tempo. A doutrina bíblica da igreja define-a como corpo de Cristo(1Co12.27), cujos membros são os crentes. Como membros deste corpo, devemos nos esforçar para contribuirmos na promoção do bem estar espiritual uns dos outros. A edificação do crente se dá no corpo e não fora dele.Somos convocados e vivenciarmos a comunhão que gera a maturidade cristã. Aqui está uma justificação à recomendação de aos Hebreus: “ NÃO DEIXEMOS DE CONGREGAR-NOS”(HEBREUS10.25).A vivência eclesial cria uma atmosfera de estímulos, confrontamentos e admoestações, que é saudável ao cristão. Se ele erra, é logo repreendido, se está correto em suas ações é incentivado a permanecer assim.Neste contexto ele tem as condições necessárias para o seu perfeito desenvolvimento cristão.Como membros do corpo de Cristo, estamos obrigados a cooperarmos para o crescimento espiritual uns dos outros.Desta forma não existe crente solitário, não é possível a existência de uma vida emancipada do corpo,bem como não existe a possibilidade de alguém assumir-se como cristão sem que esteja inserido no corpo, a igreja.O desigrejamento, segundo Paulo é impossível. A bíblia diz que Cristo é o cabeça da igreja, note bem, ele diz, da igreja, o corpo. Ela não diz que Cristo é o cabeça do crente, o membro. Sendo assim,quem não estiver ligado ao corpo não tem Cristo como o cabeça.É assim que está escrito(Ef.5.23).

O ensino da igreja como corpo de Cristo surge em dois contextos distintos no Novo Testamento. Primeiro, quando Paulo trata do uso correto dos dons espirituais em Corinto(1Co.12. 1-31). Segundo, quando fala a respeito da submissão das mulheres aos seus maridos em Éfeso(Ef.5.22-23).Nos dois casos há falta de entendimento entre as partes. Em Corinto, alguns crentes sentiam superiores a outros irmaõs, talvez pelo fato de possuírem algum dom.Em Éfeso ele recomenda às mulheres que obedeçam a seus maridos, como ao Senhor. Por qual razão nasce a figura do corpo de Cristo nos dois casos? Pela razão muito simples, os crentes em Corinto, e os cônjuges em Éfeso, precisavam se reconhecerem pertencentes uns dos outros, como os membros pertencem ao corpo.De modo que a rivalidade dê lugar ao companherismo e à cooperação. Assim como no corpo, seus membros cooperam para o seu bom funcionamento, assim, também, os crentes devem cooperar para o bem estar espiritual, uns dos outros. Pode ser que a essa altura alguém diga: Como cooperarmos uns com os outros? No contexto de 1Ts.5.11, significava que os crentes deveriam confortar-se com o advento da parusia de Cristo, bem como, com o estado futuro da glorificação do crente.
Os crentes tessalonicenses pensavam que os mortos não iriam participar da manifestação final de Cristo, isso obviamente produziu muita tristeza , bem como uma acentuada inquietação entre os tessalonicenses. Paulo rechaça esse falso entendimento dizendo que a ressurreição de Cristo é a garantia da ressurreição dos mortos.E acrescenta: De modo algum precederemos aos que dormem.Os mortos ressuscitarão, os vivos serão transformados...Estaremos para sempre com o Senhor.


É falando sobre a segunda vinda de Cristo e o estado glorioso dos crentes, que se fundamenta o “EDIFICAI-VOS RECIPROCAMENTE”.Eis aí, um dos fundamentos da fé cristã, Cristo voltará. Falemos desta promessa quando nos reunirmos, lembremos dela quando nos entristecermos, encorajemos os desanimados com ela.Essa deve ser a principal espectativa dos crentes, a base sobre a qual erigimos o nosso edifício espiritual.
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O VERDADEIRO SIGNIFICADO DE SEGUIR A JESUS

Referência textual: Marcos 8.34-38.

Introdução: Em uma época acentuadamente marcada por uma certa nominalidade cristã, onde pessoas com muita facilidade se auto-intitulam crentes. O evangelho de Marcos coloca diante de nós o verdadeiro significado de seguir a Jesus e as implicações de uma atitude assim.

Contexto imediato:
Pedro tece uma reprovação ao discurso que Jesus fez sobre sua morte e ressurreição. A razão para tal repreensão era o entendimento natural dos judeus sobre o Messias. Para eles o Messias em sua vinda colocaria Israel em uma posição de prestígio no mundo, bem como esmagaria todos os inimigos de Israel. O discurso do Messias pendurado em uma cruz, desprezado e odiado pelos homens não coincidia com as espectativas dos judeus sobre ele.

A tendência natural do homem é buscar a sua segurança, seu conforto, seu bem-estar. Mas não pense o tal homem que na carreira cristã essa tendência natural vai prevalecer. Se o tal homem quiser seguir o caminho cristão terá que aprender a renunciar a sua natureza, vai ter que aprender a dizer não a si mesmo. Ser cristão é abraçar uma ética de morte, é fazer morrer a cada dia o velho homem, filho de Adão, cuja natureza corrompida pelo pecado nos constitui inimigos naturais de Deus e de sua Palavra.

Vejamos agora ancorados na referência textual de Marcos, o que significa seguir a Jesus e quais as implicações advindas de uma atitude assim:

1. “NEGAR A SI MESMO”. Seguir a Jesus é iniciar um projeto cuja finalidade é a negação de si mesmo. Negar a si mesmo implica, em reconhecermos que não reunimos em nós as condições necessárias para o serviço cristão, bem como para seguir a Cristo. É reconhecer que somente nas palavras de Cristo encontramos a direção segura para as nossas vidas. “Negar a si mesmo”, como diz William Barclay é aprender a dizer “não a si mesmo”. Enquanto o homem não estiver disposto a essa tarefa (dizer não a si mesmo) não estará habilitado para a carreira cristã. Ninguém poderá seguir a Cristo se não deixar de seguir a si mesmo.

2. “TOME A SUA CRUZ”. Seguir a Cristo, significa seguir os caminhos que inevitavelmente nos levará às suas pisaduras. É estar disposto ao sofrimento, às provações e muito mais. Não é andar entre bosques floridos e lindos pomares, mas experimentar as condições mais insípidas de um deserto. É termos sempre diante de nós uma cruz, cujo simbolismo é sempre bilateral, de um lado, a perseguição, as tribulações e outras coisas mais, do outro, a cruz vazia, o Cristo ressuscitado, a vitória dos crentes. Em 2 Coríntios 11.24-26 temos uma breve descrição de sitações que podem ocorrer na vida de um seguidor de Cristo. “Tomar a cruz”, é instaurarmos na nossa existência histórica um total e decisivo desapego à nossa vida. É pô-la, como objeto de escárnio, injúria, e despreso. É dar a nossa vida em troca da vida eterna, como fazem os mártires. Se queres seguir a Cristo terás que estar disposto a seguir este roteiro acima exposto.


3. “ SE ENVERGONHAR DE MIM, E DAS MINHAS PALAVRAS”. Seguir a Cristo, é seguir testemunhando tudo o que Ele fez e realizou por nós. E isso sem qualquer tipo de acanhamento ou timidez. É não sentir vergonha de falar daquilo que Cristo realizou! É atravessar rios, subir montanhas, romper limites geográficas, só para falar do seu amor. É ser tomado de um desejo incontido, de fazer conhecido a povos, reinos e nações as obras do nosso Cristo. É falar, aquilo que ele falaria, é ir onde ele iria, é ensinar aquilo que ele ensinaria. É sentir prazer , sentir satisfação, sentir realização interior , pelo fato de estar testemunhando das obras de Cristo, é não se propor a outra coisa, se não, a fazer Cristo conhecido dos homens.

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