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Éfeso era a principal igreja da Ásia Menor, hoje atual Turquia

A CARTA AOS EFÉSIOS

1. Conteúdo
Desconsiderando o cabeçalho e o final da carta, Efésios está dividido em duas partes: 1.3—3.21 e 4.1—6.20. Sobressai o aspecto de que a primeira parte é, na verdade, um prólogo expandido, que trata da intercessão e gratidão do apóstolo Paulo. A segunda parte trata de exortações e orientações para a vida e o discipulado cristão. A parte mais teológica, presente em outras cartas, é omitida aqui.

Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e tendo derrubado a parede de separação que estava no meio, a inimizade, … Efésios 2.14
Assim já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular. Efésios 2.19-20
… esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Efésios 4.3

2. Gênero literário
A Carta aos Efésios é uma carta apostolar aberta, mas diverge no vocabulário e no estilo das cartas de Paulo tratadas até agora.
Há nesta carta 35 hapax legomena (palavras do NT que só ocorrem aqui), além de palavras que Paulo não usa nas outras cartas que escreveu.
Exemplos: henotes (união, unidade), em 4.3-13; kosmokrator (senhor do mundo), em 6.12; akrogoniaios (pedra angular) em 2.20; euangelistes (evangelista), em 4.11; to soterion (a salvação), em 6.17.
Enquanto em outras cartas Paulo chama o diabo de satanas, aqui escolhe o nome diabolos.
Em relação ao estilo, o que chama a atenção são os usos freqüentes do genitivo e períodos muito longos (1.3-14 é um período). O estilo é mais festivo e menos combativo do que em outras cartas de Paulo. Mas isso só vale para a primeira parte da carta.

3. Contexto histórico
De acordo com o relato de Atos, o início da igreja se deve aos esforços de Apolo (At 18.24-28), que, por sua parte, ainda necessitava de instrução e a recebeu de Áquila e Priscila. Quando Paulo chegou a Éfeso na sua terceira viagem missionária, lá já existiam discípulos de Jesus. Mas eles ainda não sabiam nada sobre o Espírito Santo e tinham sido batizados somente com o batismo de João. Paulo lhes mostrou o caminho da fé em Jesus Cristo, batizou-os em nome do Senhor Jesus e lhes transmitiu, por meio da imposição de mãos, o Espírito Santo.
Em Éfeso, Paulo anunciou o evangelho de Jesus Cristo por três meses na sinagoga. Quando lá surgiram conflitos constantes, Paulo se separou da sinagoga e passou a ensinar diariamente na escola de Tirano. Por dois anos Paulo continuou o seu ministério evangelístico. Por meio dele Deus operou sinais e milagres, que conduziram a um avivamento. Muitas pessoas deixaram o seu passado carregado de religiosidade e ocultismo e começaram a viver como discípulos de Jesus.
Quem também sentiu os efeitos disso foram os ourives que faziam o seu negócio com o culto a Artêmis em Éfeso. Eles incitaram o povo a um protesto, que, no entanto, foi acalmado sem violência. Depois disso, Paulo preferiu deixar a cidade e ir para a Macedônia.
Na sua volta da Grécia ele se reuniu com a liderança da igreja em Mileto e fez um significativo discurso de despedida.
Sobressai o fato de que a carta não faz menção alguma à atividade do apóstolo em Éfeso. Nenhuma observação sobre a história comum, nenhuma lembrança do que lá ensinou, nem mesmo saudações pessoais. Isso nos leva à pergunta: essa carta foi escrita da prisão (Ef 3.1; 4.1) à igreja de Éfeso? Mais adiante responderemos a isso.

4. Ênfases teológicas
O tema central da Carta aos Efésios é a unidade da Igreja de Jesus Cristo. Isso não se refere somente à igreja local de Éfeso. A carta trata da igreja universal de todos aqueles que crêem em Jesus Cristo. Jesus Cristo é o fundamento dessa unidade (cf. 1.3-14; 2.14; 4.3-6), capaz de ultrapassar todas as barreiras entre pessoas.
O maior milagre consiste no fato de que judeus e gentios crentes em Jesus Cristo formam uma igreja. De acordo com as convicções judaicas da época, isso era impossível. Segundo eles, os gentios só teriam acesso ao povo de Deus se se tornassem judeus. A carta afirma com todas as letras que Jesus Cristo eliminou essa separação: “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e tendo derrubado a parede da separação que estava no meio, a inimizade …” (Ef 2.14).
Já que isso é assim, tudo na Igreja de Jesus Cristo deve levar à superação de todas as barreiras, sejam raciais, nacionais, culturais ou sociais. Sempre que as pessoas ainda continuarem presas a essas divisões, o evangelho de Jesus Cristo ainda não está em primeiro lugar na vida prática da igreja.
Essa carta, entretanto, não trata somente da unidade da igreja a nível global. Principalmente na segunda parte, o autor relaciona a unidade fundamentada em Jesus Cristo à convivência das pessoas na igreja local, como também ao casamento, família e profissão. Também para essas situações Jesus é a nossa paz.

5. Unidade
Mesmo consideradas as diferenças de linguagem e estilo entre as duas partes da carta, com base no tema que percorre toda a carta, reconhecemos a unidade da carta de Efésios.

6. Autor
Muitos consideram Efésios a carta mais comovente do apóstolo Paulo, na qual ele retrata a sua visão de uma igreja constituída de cristãos-judeus e cristãos-gentios. Outros já pensam que essa carta é apenas uma reprodução de idéias paulinas anotadas e redigidas por um discípulo de Paulo. A forma com que o autor toma posição nos assuntos da carta está intimamente relacionada com a questão da autoria. Ela será tratada aqui de três pontos de vista.

7.1 O ponto de vista tradicional
Até o surgimento da crítica histórica, a autoria de Paulo não era questionada. Isso permaneceu assim até o século XIX. Para defender essa posição, os argumentos abaixo eram determinantes:

7.1.1 Dados da própria carta
O cabeçalho da carta é comparável a 2 Coríntios e a Colossenses. Paulo se apresenta como um autor com autoridade apostólica. A saudação contém os elementos típicos de Paulo: “Graça e paz”.
No texto da carta o nome do apóstolo Paulo é repetido (3.1), como é costume de Paulo também nas outras cartas (cf. 2Co 10.1; Gl 5.2; Cl 1.23).
A carta toda tem um toque pessoal, mesmo que faltem ao autor dados exatos sobre a situação dos destinatários (1.15s; 3.1; 4.1; e outros). Isso corresponde às outras cartas de Paulo.

7.1.2 Opinião da igreja antiga
Desde a metade do segundo século, a carta é conhecida entre cristãos ortodoxos como também entre hereges. O cânon de Marcion é uma prova disso. Em 140 d.C. a autoria de Paulo é inquestionável. A carta é utilizada por Clemente de Roma, Inácio e por Policarpo.

7.1.3 Estrutura das cartas paulinas
A estrutura dessa carta é semelhante à de muitas outras cartas de Paulo, como também a citação do AT (4.8-11) e a adoção da linguagem do AT (2.13; 4.25; e outros).

7.1.4 Correspondências teológicas
É possível reconhecer nessa carta o evangelho da forma que Paulo o entendia e ensinava: o fundamento da salvação é a ação de Deus pela eleição em Jesus Cristo (1.3-14); por isso os crentes podem estar em Cristo (1.3,10s). Em Cristo, Deus revela a sua misericórdia aos homens (2.1-10), ao reconciliá-los consigo mesmo por meio da morte de Cristo (2.13-22). Jesus enviou o Espírito Santo, que opera na igreja a vida de acordo com a vontade de Deus.
Esses argumentos são tão convincentes, que a obrigação da demonstração e da argumentação recai sobre os que questionam a autoria de Paulo. Se os argumentos deles podem ser refutados, continuamos defendendo a autoria de Paulo. A posição defensiva faz parte dessa questão, pois a carta é, como ela declara, uma carta de Paulo e foi aceita como tal pela igreja antiga.

7.2 Argumentos contra a autoria de Paulo
São apresentados os seguintes argumentos contra a autoria de Paulo para essa carta:

7.2.1 Linguagem e estilo
Foram apresentados acima.

7.2.2 Argumentos da crítica literária
A proximidade entre Colossenses e Efésios aparentemente é tão grande que uma interdependência literária pode ser daí deduzida. Um quarto das palavras de Efésios também aparecem em Colossenses; mais de um terço das palavras de Colossenses também aparecem em Efésios. Um exemplo para isso poderia ser Efésios 5.19 e Colossenses 3.16s. Mas isso é suficiente para uma interdependência literária?
Além disso, argumenta-se ainda que conceitos usados em Colossenses são usados com outro significado em Efésios; Cristo como o cabeça do cosmo (Cl 2.10) se torna o cabeça da Igreja em Efésios (Ef 4.15s); “mistério” em Colossenses se refere a Cristo (Cl 1.26) e em Efésios à Igreja composta de judeus e gentios (Ef 3.3) e à analogia entre matrimônio e igreja (Ef 5.32).
Supostamente, é possível mostrar também que Efésios é tão dependente de outras cartas paulinas como um imitador pode imitar o estilo de um autor.

7.2.3 Argumentos históricos
Visto que a igreja antiga defendeu a autoria de Paulo para Efésios, aqueles que questionam essa posição precisam levar em consideração a possibilidade de pseudepígrafos entre os escritos do NT. Precisam pressupor que essa forma literária era tão difundida na igreja antiga que não tinha valor algum no reconhecimento de um escrito paulino, mesmo quando se tratava de um defensor de Paulo tão fervoroso como Marcion.
Além disso, os opositores da autoria de Paulo citam o aspecto de que a unidade entre igrejas de cristãos-judeus e cristãos-gentios ainda não tinha sido alcançada na época da vida de Paulo.

7.2.4 Diferenças na teologia
São mencionadas as seguintes diferenças de doutrina em relação a outras cartas de Paulo:
Quando usa o termo “ekklesia” nas outras cartas, Paulo pensa na igreja local, mas em Efésios fala da igreja universal. Nas outras cartas, o fundamento da igreja é Cristo (Cl 3.11), em Efésios são os apóstolos e profetas (2.20).
Na cristologia aparentemente também há diferenças: ações que em outras cartas paulinas são atribuídas a Deus, em Efésios valem como ações de Cristo, como, por exemplo, a reconciliação (cf. 2Co 5.17ss com Ef 2.16), ou os ministérios na igreja (cf. 1Co 12.28 com Ef 4.11).
Além disso, afirmam que também é possível notar diferenças na ética, sobretudo na ética matrimonial (cf. 1Co 7 com Ef 5.21ss).
Com base nessas observações sobre a teologia, W. G. Kümmel chega à seguinte conclusão: “… conseqüentemente, a teologia de Efésios descarta Paulo completamente como o seu autor.”
É verdade que a maioria desses argumentos parte de observações razoáveis, mas, se são suficientes para colocar em dúvida a autoria tão comprovada de Paulo, será examinado nos próximos parágrafos.

7.3 Argumentos a favor da autoria de Paulo
Vamos examinar os argumentos citados acima.

7.3.1 Linguagem e estilo
Não é impossível que um autor use novas formas de expressão em uma nova situação. Isso pode ser causado pelas suas condições pessoais, mas muito mais pelas condições dos seus leitores. Afinal ele está escrevendo para a situação deles e quer que eles o entendam. Colossenses é uma prova dessa capacidade de adaptação do apóstolo Paulo.
Se alguém quer usar como argumento contra um autor a linguagem não habitual do escrito em questão, precisa demonstrar que aquele autor não poderia, em hipótese alguma, ter usado os termos do seu escrito. Seria muito difícil provar isso em relação a Efésios. O mesmo vale também para construções gramaticais.
Na verdade, o que chama a atenção é a diferença de estilo. Na primeira parte da carta, o que se destaca são os períodos longos e o acúmulo de conceitos. Não teria sido possível que Paulo estivesse numa situação tranqüila, sem ter de defender o evangelho contra opositores, e formulasse a sua carta em forma de reflexão e de poesia?
Se de fato houve um imitador, como teria errado tão fragorosamente na primeira parte da carta? Não seria de se esperar uma proximidade maior com os escritos do apóstolo? Se houve esse imitador, foi um artista extraordinário.

7.3.2 Argumentos literários
Só há correspondência literária entre Efésios e Colossenses em uma passagem, a perícope sobre Tíquico (Ef 6.21s; Cl 4.7s). Por que um imitador teria usado exatamente esse trecho periférico para tentar apresentar o seu escrito como carta de Paulo? Se partimos do ponto da autoria de Paulo, temos uma solução muito mais simples para essa dificuldade: nesse ponto Paulo ditou literalmente a mesma coisa ao seu secretário.
O fato de Paulo ter usado termos teológicos com significados diferentes também pode ser visto em Romanos 7.2s, quando fala da “lei”.
A semelhança entre cartas redigidas em uma mesma época também pode ser observada em Gálatas e Romanos. Por si só não é argumento a favor de imitação.

7.3.3 Argumentos históricos
Quando exatamente a igreja composta de cristãos-judeus e cristãos-gentios se tornou uma realidade, é uma questão difícil de ser respondida. Mas será que Efésios pressupõe isso? O objetivo desse texto não é o de indicar que essa unidade está fundamentada em Cristo, como também está em Romanos 11.17-24; 14; 15 e 2Coríntios 8 e 8?

7.3.4 Diferenças na teologia
O ensino sobre a igreja é mais desenvolvida, em Efésios do que em qualquer outra carta de Paulo. Mas é muito diferente do ensino sobre a igreja na primeira carta de Clemente. Em Efésios, Cristo também é a pedra fundamental (pedra angular; 2.20); os apóstolos são ministros instituídos por ele (Ef 4.11); Paulo se refere à mensagem dos profetas em todas as suas cartas.
Nas outras cartas Paulo igualmente relaciona as mesmas ações a Deus e a Cristo, como por exemplo a criação em 1Coríntios 8.6.
Finalmente, os argumentos sobre a ética matrimonial — de que temos cartas para situações específicas e não um manual de ética — não são convincentes.
Resultado:
Os argumentos contra a autoria de Paulo não são suficientes. Se tomados separadamente, podem ser interpretados de outra forma. Por isso, precisamos partir do ponto de que Paulo é o autor dessa carta. Talvez na primeira parte ele tenha dado mais liberdade ao secretário, ou talvez tenha sido tomado de tal forma pelo evangelho, que escolheu um estilo mais poético.

8. Destinatários
Ao lermos a carta deparamos com as seguintes dificuldades:
A carta contém um grande número de exortações. Entretanto, elas são formuladas de forma tão geral, que não é possível reconhecer a situação específica de uma igreja local. Isso é estranho para uma carta escrita à igreja em que Paulo, de acordo com Atos 19.8-11, trabalhou mais do que dois anos. Se compararmos as duas cartas aos coríntios com Efésios, esse fato ganha ainda mais peso.
Se olharmos somente para o texto, parece que não há relacionamento pessoal algum entre Paulo e os efésios. Ele ouviu da sua fé (1.15); ele se apresenta aos leitores como apóstolo aos gentios (3.2ss). Parece que outros instruíram os membros dessa igreja na fé cristã (4.21). Se, por um lado, Romanos termina com um capítulo inteiro com saudações pessoais, em Efésios não há saudação pessoal alguma.
Isso tudo não combina com o ministério tão demorado do apóstolo em Éfeso. De acordo com Atos 19.8-11 a igreja composta de cristãos-judeus e gentios em Éfeso surgiu com o trabalho do apóstolo Paulo.
Essa carta, no entanto, dá a impressão de que foi escrita exclusivamente a cristãos-gentios (2.1ss,11ss; 3.1s; 4.17).
Tudo parece depor contra os destinatários em Éfeso. Os dados sobre destinatários no cabeçalho da carta são confiáveis? A transmissão do título e do cabeçalho não é clara.
Marcion colocou o título “Ad Laodicenses” nessa carta. Segundo ele, a carta foi escrita aos laodicenses (cf. Cl 4.16). Tertuliano relata, no entanto, que essa foi uma alteração intencional de Marcion. Mas Marcion não a teria acrescentado se os efésios tivessem sido indicados como destinatários da carta.
De fato, a indicação dos destinatários “em Éfeso” não constava dos manuscritos mais antigos. Ela surgiu no quarto século.

Há algumas sugestões de solução para esses fatos:
1) Trata-se de uma carta aos laodicenses.
Como base para isso Harnack e Roller citam Colossenses 4.16 e o título em Marcion.
Contra isso existe o argumento de que esse cabeçalho não pode ser comprovado em nenhum manuscrito antigo. Além disso, as cartas aos efésios e aos colossenses são tão semelhantes, que uma troca para leitura das cartas não teria tido muito sentido.
2) Trata-se de uma carta circular, em que o cabeçalho pode ser entendido de forma genérica.
O manuscrito p46 traz uma redação que pode ser traduzida assim: “aos santos, que também são crentes”. Esta é, de fato, uma formulação estranha ao apóstolo Paulo; serviria para reforçar as dúvidas sobre a autoria de Paulo.
Pode ter acontecido também que uma lacuna foi deixada para o local. Possivelmente Tíquico tinha em mãos várias cartas, que ele então endereçava a uma igreja de acordo com a necessidade.
Mesmo assim, ainda permanecem algumas dúvidas sobre essa questão. Por que essas diferentes cartas não contêm saudações às igrejas da região do vale do Licós? Por que essa lacuna já não foi preenchida na hora de escrever a carta? Por que também não foi colocado o “em”? Por que não temos provas de uma carta com outro endereço? Será que com base nisso a terceira solução é mais plausível?
3) Trata-se do testamento espiritual do apóstolo.
Essa posição, defendida por J. N. Sanders, pressupõe que a carta foi escrita no final do aprisionamento em Roma. Deveria ser um tipo de testamento para as igrejas que não chegaram a conhecer o apóstolo pessoalmente. A relativa liberdade de que usufruía em Roma dava ao apóstolo tempo e tranqüilidade para a meditação e por isso a carta está marcada por elementos poéticos.
Guthrie concorda com essa posição e ainda acrescenta que Paulo tinha acabado de escrever a Carta aos Colossenses e por isso ainda estava com os assuntos bem vivos na sua memória. O que ele escreve agora na Carta aos Efésios é determinado por esses assuntos. Mas para os leitores de uma forma geral, ele opta por uma formulação mais abrangente. A relação entre Colossenses e Efésios é semelhante à relação entre Gálatas e Romanos.
Além dessas três tentativas de solução existem ainda outras (introdução ao corpus paulinum, filosofia da religião para todo o mundo cristão da época, proteção contra a propagação de heresias em Colossos), que, no entanto, não necessitam de mais explicações por não encontrarem base na redação da carta.
A terceira sugestão parece ser a que está mais próxima dos dados do NT, das informações provenientes da igreja antiga e das evidências dos manuscritos.

9. Data e local
A carta foi escrita na prisão (3.1; 4.1). Foi escrita logo depois de Colossenses. Cesaréia ou Roma são locais possíveis para a redação dessa carta. Se foi em Cesaréia, foi em torno de 55-57 d.C. Se foi em Roma, foi entre 58 e 60 d.C.