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Graça Comum

Como seguidores de Cristo, trabalhamos e vivemos em comunidade. Interagimos com seres humanos em geral. Na esfera da graça comum, compartilhamos muita coisa com muita gente, apesar de nossas diferenças e convicções religiosas.Vivemos em um mesmo mundo físico, compartilhamos muitas idéias culturais e trabalhamos juntos para metas comuns. Ainda que não devêssemos ser presa da corrente pecaminosa deste mundo,estamos envolvidos como o resto da raça humana.Nós reconhecemos a necessidade de interagir com a humanidade em geral.Raras vezes averiguamos as convicções religiosas do mecânico do nosso carro.Simplesmente nós o chamamos se ele tem reputação de ser honesto e trabalhador.O rapaz da dedetização não tem que ser cristão.Quando precisamos falar com a policia não exigimos que sejamos atendido por um policial cristão.Nessa vida diariamente dependemos de pessoas que não compartilham de nossas crenças.

Na ciência temos que reconhecer que não-crentes fazem um trabalho maravilhoso em benefício da humanidade. Porém como estes não-crentes conseguem realizar tal façanha se estão desprovidos do Espírito Santo?Para responder a essa pergunta, devemos nos dá conta de que a bíblia apresenta um perfil bipolar dos não-crentes. Às vezes as escrituras os descreve em termos do seu sistema de incredulidade, suas lealdades básicas e suas tendências. Outras vezes. A Escritura os apresenta em termos de seus estilos de vida reais.
Por um lado, em suas advertências aos Colossenses, Paulo revela a convicção fundamental do não-crentes: ”Cuidado que ninguém vos engane por meio de vãs sutilezas. segundo as tradições dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e não segundo a Cristo”(Cl 2.8).

Os incrédulos têm uma lealdade básica a tradição humana. Esta lealdade básica molda a maneira que eles pensam, atuam e sentem acerca de todas as coisas. Eles suprimem a verdade da revelação geral (Rm1.18);Amam as trevas e odeiam a luz(João 3.19);seu entendimento está entenebrecido(Ef.4.17-18).Os efeitos do pecado ainda alcançam o processo de seus pensamentos.Em princípio, a rebelião dos incrédulos contra Deus remove toda esperança de entendimento verdadeiro de Deus, do mundo da humanidade.Enquanto mais constantemente adiram a autonomia humana,mais vãs e sem valor são seus esforços.

Entretanto por outro lado,Deus não abandona os incrédulos a sua própria sorte.Na graça comum ele restringe seus intentos de viverem constantemente em rechaço de Cristo.Os não-crentes vivem inconscientemente com suas convicções básicas e refletem seu caráter como imagem de Deus.Tal como Paulo disse:”Porque quanto aos gentios que não tem lei,fazem por natureza o que é da lei,isto ainda que não tenham lei, são lei para si mesmos”(Rm 2.14).
Todo incrédulo não cumpre totalmente sua convicção para a autonomia humana. Em certo sentido, eles consciente ou inconscientemente se baseiam em “capital prestado”, ou melhor, em pontos de vista e crenças importantes que só tem sentido de um ponto de vista cristão. Estas inconsistências são o resultado das operações comuns, não redentoras do Espírito.

Alguns evangélicos vão ao extremo ao considerar o trabalho dos incrédulos com a bíblia. Evitamos todos os seus comentários e escritos teológicos: ”Esses escritos não são cristãos” dizemos:”mantenha-os longe de nós”.Porém tal atitude nega a graça comum do Espírito Santo.Consideremos o conselho de Calvino:”Se considerarmos o Espírito de Deus como única fonte de verdade, não devemos nem rechaçar a verdade em si mesma,nem depreciar de onde quer que ela venha, a menos que queiramos desonrar ao Espírito de Deus”.

Por outro lado, alguns evangélicos se esquecem que a lealdade básica e as convicções religiosas fazem uma marca diferenciada na interpretação. Eles manejam as opiniões dos incrédulos com muito pouco exame. Porém as predisposições do intérprete, especialmente sua condição espiritual, influenciam profundamente suas interpretações.
Nunca devemos esquecer que a aderência a autonomia humana corrompe o trabalho dos incrédulos com respeita a descrição da realidade.
Nenhum destes pontos de vista é apropriado. Devemos reconhecer as conquistas valiosas dos incrédulos sem ignorar os perigos de seus pontos de vista.

Ao interagirmos com os incrédulos é como escavar a procura de ouro. ”Pepitas” de conhecimentos valiosos estão mescladas com toneladas de barro e pedras inservíveis. Não devemos ser enganados por ouro falso, porém tampouco devemos ser tontos para passar longe de ouro genuíno, sem importar de onde o encontramos.
Em 2Co 10.5 lemos que o dever do cristão é levar todo pensamento em obediência a Cristo.A pessoa redimida faz isto.O papel profético do pastor é mostrar a distinção entre a mente de Cristo e a má mente mundana.Só Deus está fora da influência de um marco conceitual.Só Ele nos dá uma verdadeira opinião descritiva de todas as coisas.A filosofia cristã é um intento de ter uma verdadeira descrição da realidade.Tratemos de ter a mente de Cristo para que possamos distinguir entre a mente de Cristo e a mente do mundo.O estudo da filosofia cristã é indispensável se quisermos viver bem e tomar as decisões corretas.Vale a pena o esforço.