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(Série:Arqueologia)
DATAÇÃO RADIOCARBÔNICA


Talvez, caro leitor, você já tivesse se perguntado alguma vez a respeito dos materiais e procedimentos usados pelos arqueólogos para datar suas descobertas. Como eles conseguem saber precisamente o tempo de tal material descoberto. A resposta a essa sua pergunta é a radiação radiocarbônica. O carbono 14, um isótopo radiativo do carbono, divide-se num ritmo mensurável com exatidão, independentemente de seu meio ambiente.

Raios cósmicos do espaço sideral, bombardeando a terra com aparente constância, transformam o nitrogênio da atmosfera terrestre em carbono 14. Quando reage com oxigênio no ar, cria dióxido de carbono. As plantas retiram a maior parte de seu carbono do dióxido de carbono no ar e na água. Os animais se alimentam de plantas, e assim todas as criaturas vivas acabam com carbono 14 em seu organismo. Quando um ser vivo destes morre, morre com certa quantidade de carbono e carbono 14. Este continua a irradiar, mas nenhum carbono 14 adicional é absorvido. De fato, o carbono 14 residual começa a se dividir e volta a ser nitrogênio.

A divisão se dá num ritmo constante, e sua “meia-vida” é mensurável, isto é, o tempo durante o qual metade da energia radiante se degenerará. Essa meia-vida a princípio foi calculada em 5.568 anos. A fim de testar material orgânico antigo, é necessário queimar um pouco dele e assim é possível determinar sua datação. Esse procedimento (de forma mais aprimorada) é ainda hoje usado para datação de descobertas feitas por antropólogos e arqueólogos.