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MATURIDADE CRISTÃ


Referência textual: 1Ts.5.11
EDIFICAI-VOS RECIPROCAMENTE”

A Figura de linguagem preferida por Paulo para descrever a maturidade cristã é tirada da paisagem urbana, mais especificamente da construção civil, da construção de uma casa, prédio e similares. O verbo grego que ele usa para a descrição é “ OIKODOMEÕ”, que literalmente siginifica “CONSTRUIR UMA CASA”. E que no texto em questão sugere um evento coletivo. “RECIPROCAMENTE”. Segundo Paulo a edificação dos crentes envolve necessariamente, muitas pessoas com resoluta disposição em cooperar, para que haja crescimento mútuo.
O termo(edificai-vos) conforme salientou Werner de Boor não se aplica a um indivíduo. Segundo ele, ninguém edifica a si mesmo. A edificação do crente reclama coletividade, vivência eclesial, comunhão uns com os outros.Pois é na relação entre irmãos que se desenrola a edificação cristã, e isso demanda tempo. A doutrina bíblica da igreja define-a como corpo de Cristo(1Co12.27), cujos membros são os crentes. Como membros deste corpo, devemos nos esforçar para contribuirmos na promoção do bem estar espiritual uns dos outros. A edificação do crente se dá no corpo e não fora dele.Somos convocados e vivenciarmos a comunhão que gera a maturidade cristã. Aqui está uma justificação à recomendação de aos Hebreus: “ NÃO DEIXEMOS DE CONGREGAR-NOS”(HEBREUS10.25).A vivência eclesial cria uma atmosfera de estímulos, confrontamentos e admoestações, que é saudável ao cristão. Se ele erra, é logo repreendido, se está correto em suas ações é incentivado a permanecer assim.Neste contexto ele tem as condições necessárias para o seu perfeito desenvolvimento cristão.Como membros do corpo de Cristo, estamos obrigados a cooperarmos para o crescimento espiritual uns dos outros.Desta forma não existe crente solitário, não é possível a existência de uma vida emancipada do corpo,bem como não existe a possibilidade de alguém assumir-se como cristão sem que esteja inserido no corpo, a igreja.O desigrejamento, segundo Paulo é impossível. A bíblia diz que Cristo é o cabeça da igreja, note bem, ele diz, da igreja, o corpo. Ela não diz que Cristo é o cabeça do crente, o membro. Sendo assim,quem não estiver ligado ao corpo não tem Cristo como o cabeça.É assim que está escrito(Ef.5.23).

O ensino da igreja como corpo de Cristo surge em dois contextos distintos no Novo Testamento. Primeiro, quando Paulo trata do uso correto dos dons espirituais em Corinto(1Co.12. 1-31). Segundo, quando fala a respeito da submissão das mulheres aos seus maridos em Éfeso(Ef.5.22-23).Nos dois casos há falta de entendimento entre as partes. Em Corinto, alguns crentes sentiam superiores a outros irmaõs, talvez pelo fato de possuírem algum dom.Em Éfeso ele recomenda às mulheres que obedeçam a seus maridos, como ao Senhor. Por qual razão nasce a figura do corpo de Cristo nos dois casos? Pela razão muito simples, os crentes em Corinto, e os cônjuges em Éfeso, precisavam se reconhecerem pertencentes uns dos outros, como os membros pertencem ao corpo.De modo que a rivalidade dê lugar ao companherismo e à cooperação. Assim como no corpo, seus membros cooperam para o seu bom funcionamento, assim, também, os crentes devem cooperar para o bem estar espiritual, uns dos outros. Pode ser que a essa altura alguém diga: Como cooperarmos uns com os outros? No contexto de 1Ts.5.11, significava que os crentes deveriam confortar-se com o advento da parusia de Cristo, bem como, com o estado futuro da glorificação do crente.
Os crentes tessalonicenses pensavam que os mortos não iriam participar da manifestação final de Cristo, isso obviamente produziu muita tristeza , bem como uma acentuada inquietação entre os tessalonicenses. Paulo rechaça esse falso entendimento dizendo que a ressurreição de Cristo é a garantia da ressurreição dos mortos.E acrescenta: De modo algum precederemos aos que dormem.Os mortos ressuscitarão, os vivos serão transformados...Estaremos para sempre com o Senhor.


É falando sobre a segunda vinda de Cristo e o estado glorioso dos crentes, que se fundamenta o “EDIFICAI-VOS RECIPROCAMENTE”.Eis aí, um dos fundamentos da fé cristã, Cristo voltará. Falemos desta promessa quando nos reunirmos, lembremos dela quando nos entristecermos, encorajemos os desanimados com ela.Essa deve ser a principal espectativa dos crentes, a base sobre a qual erigimos o nosso edifício espiritual.